Acessibilidade para Idosos

Acessibilidade para Idosos

Serão discutidos neste texto pontos como, quedas, atividades físicas e Acessibilidade para Idosos, bem como suas consequências para eles nos diversos contextos de transformação em que transitam cotidianamente: vias públicas, cinemas, teatros, academias e clínicas de fisioterapia.

A palavra chave de toda a discussão é transformação. Transformação do espaço da qual o idoso necessita para sua locomoção livre, segura e independente, além da transformação de si mesmo a partir da prática regular da atividade física, e por último o reflexo dessas duas transformações para a segurança e firmeza dos seus passos, evitando quedas ou transtornos bem maiores e muitas vezes irreversíveis.

Acessibilidade para os Idosos: ela faz toda a diferença

As mudanças e adaptações em imóveis para aumentar a acessibilidade para os idosos têm crescido no mercado, isso porque fora identificado por arquitetos e construtoras um perfil de clientes buscando empreendimentos adequados à pessoa com necessidades especiais de locomoção.

As construtoras e arquitetos, então, passaram a dar atenção à necessidade de modificações voltadas para melhorar as condições de acesso de pessoas com mobilidade reduzida. O envelhecimento da população e o aumento da sua expectativa de vida, que passou de 66 anos em 1990 para 75,5 anos em 2016, a preocupação em adaptar ambientes atraiu investidores.

Um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que até 2025 o Brasil terá uma população de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos, colocando o país na 6ª posição em número de idosos. Já dados de uma pesquisa da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), da USP, mostram que cada vez mais pessoas acima de 60 anos optam por morar sozinhas, pelo baixo custo e maior acesso a hospitais e serviços gerais.

 Grandes Empresas Apostam na Acessibilidade para Idosos

A preocupação com a Acessibilidade para Idosos vem crescendo com maior ênfase nos últimos dez anos, esta é uma demanda que sempre existiu, porém vem ganhando mais visibilidade e, consequentemente, pode ser considerado um nicho de mercado emergente.

A Construtora Tecnisa foi uma das primeiras a construir empreendimentos focados na acessibilidade para idosos, segundo divulgado no site da empresa e de sites que tratam de acessibilidade.

Com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), desenvolveu o projeto Construindo com Consciência Gerontológica, que identificou os principais problemas ou carências, como barra de apoio em banheiros, piso antiderrapante, iluminação adequada, corrimões para apoio em corredores, rampas ao invés de escadas, fechaduras invertidas, portas largas, ausência de quinas.

A Sudeste Engenharia, com sede em São Paulo, também passou a se preocupar com essa a Acessibilidade para Idosos, na hora de projetar seus empreendimentos. A empresa também atende a essa demanda, já com projetos para construção ou com adaptações em ambientes abertos ou fechados.

O custo de instalar um piso antiderrapante ou barras no banheiro costuma ser o mesmo de uma obra comum. É preciso destacar que o custo dessas mudanças é menor se for pensado no quanto pode ser gasto no caso de algum acidente.

A Fiscalização sobre a Qualidade da Acessibilidade para Idosos

Apesar do esforço, a acessibilidade para idosos ainda é dificultada, já que apesar de haver leis que garantem esse direito, a fiscalização não é suficiente.

A Lei n° 10.098, de 19/12/2000, estabelece normas e critérios básicos para promoção de Acessibilidade para Idosos, pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Ela estipula a eliminação de barreiras e obstáculos em espaços e mobiliário urbanos, construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e comunicação.  É uma lei obrigatória, por exemplo, em escolas, hospitais, clubes, cinemas, teatros, museus e edifícios públicos.

A adaptação desses ambientes especializados para Acessibilidade para Idosos faz com que o idoso tenha mais segurança, independência e, consequentemente uma melhor qualidade de vida.

Dados do IBGE e ações do Ministério Público

Ainda de acordo com o IBGE, aproximadamente 15% da população do Brasil, cerca de 30 milhões de pessoas, sofre com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida, seja ela temporária ou permanente. O SUS (Sistema Único de Saúde) apontou que 75% das lesões sofridas por pessoas com mais de 60 anos são causadas por acidentes domésticos; o levantamento também mostra que os gastos com o tratamento de fraturas aumentaram.

O Ministério da Saúde alertou as secretarias estaduais e municipais sobre a necessidade de promover ações de conscientização para reduzir tais índices. Nesse sentido a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo divulgou uma cartilha de Políticas de Vigilância e Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas.

O projeto visa orientar a população e os profissionais da área da saúde sobre o problema. Também tem a finalidade de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da osteoporose, que, segundo dados da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, atinge mais de 10 milhões de pessoas, em sua maioria mulheres e idosos.

A campanha feita por meio da confecção de cartazes, folders e implantação de programas específicos de prevenção visam uma alimentação saudável e atividades físicas que aumentem a resistência da população idosa. O SUS também deve fazer parte dessa iniciativa, com o aumento na oferta de exames, como o de densitometria óssea, os laboratoriais e os de imagem (radiografia, ultrassonografia de calcâneo).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 20% das pessoas com mais de 60 anos que sofrem fratura no fêmur morrem após um ano, em decorrência do agravamento de doenças preexistentes no coração, no pulmão e nos rins. Dos que conseguem se recuperar, cerca de 30 a 40%, perdem a independência.

Perigo de Queda para o Idoso

O perigo de queda é um fator crucial na vida dos idosos, pois está associado a riscos permanentes como déficit visual, falta de equilíbrio e fraqueza muscular.

Sabemos que a fisioterapia, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida dos idosos, mas deveria existir um trabalho preventivo no início da terceira idade, a fim de evitar quedas e suas complicações futuras, e não somente realizar o tratamento após a instalação de uma doença ou a perda de mobilidade.

Existem diversos tratamentos de fisioterapia disponíveis, tanto para o auxílio na reabilitação e diminuição de dor, quanto para a prevenção.

Os meios para estes objetivos são o uso de aparelhos de eletroestimulação ou ultrassom, exercícios para ganho de amplitude de movimento das articulações, fortalecimento muscular ou ganho de equilíbrio, por exemplo. 

Conclusão sobre a Acessibilidade para Idosos

É importante modificar a rotina para facilitar o dia a dia do idoso, mudanças de pisos na prevenção de escorregões, sapatos adequados, roupas com botões maiores ou velcros, colocação de barras de apoio dentro do box e próximo ao assento sanitário, iluminação adequada em todos os cômodos da casa e principalmente perto da cama, são adaptações fundamentais para a prevenção de quedas em casa.

Além disso, dependendo do caso, é importante a presença de um cuidador, com experiência, em tempo integral.

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